Daniel Jorge
A poesia faz a gente ver a vida de forma diferente, mesmo enfrentado tudo e todos.
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Integrantes da Comissão Diocesana da Pastoral Familiar e do Conselho Diocesano do ECC estiveram na Câmara Municipal de Vereadores de Picos, na manhã de segunda feira, dia 11 de dezembro, para defender a aprovação do Projeto de Lei do vereador Francisco das Chagas de Sousa – Chaguinha (PTB), que versa sobre a proibição de atividades pedagógicas que visem à reprodução do conceito de Ideologia de Gênero na grade de ensino da rede publica e privada do município de Picos, e nas escolas estaduais. A reunião aconteceu na sala da presidência da Câmara Municipal, e contou também com representantes dos movimentos sociais, estudantes, professores, além dos vereadores: irmão Zé Luís, Afonsinho, Toinho de Chicá, Wellington Dantas e Chaguinha autor do Projeto.

O Projeto de Lei foi apresentado em primeira votação no dia 30 de novembro, onde foi aprovado por unanimidade. E na quinta feira, dia 07 de dezembro, seria a segunda e última votação. No entanto, atendendo alegação de movimentos sociais, de que, o projeto não tinha sido discutido com a sociedade, embora, tenha ficado o tempo necessário nas comissões, conforme estabelece o regimento da Câmara, o vereador Wellington Dantas (PT) pediu visto, e seu pedido foi aceito pelos seus pares. Por isso, houve na segunda feira, uma conversa franca entre as pessoas favoráveis e as que são contrárias à aprovação do projeto. Em pelo menos três horas de reunião, não foi possível estabelecer um entendimento, o que é absolutamente natural, quando o assunto é Ideologia de Gênero.

CONTRA O PROJETO

As manifestações contrárias ao Projeto de Lei, em linhas gerais, o classificaram como antidemocrático, inconstitucional, que reprime o pluralismo de ideias, que não representa o conjunto da sociedade etc... Argumentaram que gênero não é uma ideologia, mas sim uma maneira de promover o debate de questões que atingem a sociedade contemporânea, como: preconceito, desigualdade, violência contra mulheres, homossexuais etc... Destacaram também, a importância de se discutir essas questões junto às crianças... Disseram que não existe nenhuma disciplina sobre gênero, portanto, isso já seria o suficiente para que a lei não fosse aprovada. E ressaltaram ainda, que a resistência ao conceito de gênero tem impedido o surgimento de uma sociedade mais justa e solidária.
 
A FAVOR DO PROJETO

As manifestações favoráveis ao Projeto de Lei procuraram demonstrar de maneira objetiva, o significado da palavra gênero na perspectiva da teórica Judith Butler, e a forma sorrateira como a palavra gênero foi inserida nos documentos da Conferencia da ONU em Pequim, no ano de 1995, dando origem a fóruns voltados para: À “incorporação da perspectiva de gênero”, “análise de gênero”, “aspectos de gênero”, “conceito de gênero”, “sensibilidade de gênero”, “papéis de gênero”, etc. Foi ressaltada a definição da palavra gênero, a partir do que afirmou a feminista Bella Abzug, durante a Conferência da ONU: “O significado da palavra gênero evoluiu e se diferenciou da palavra sexo para expressar a realidade segundo a qual o status e os papéis das mulheres e dos homens são socialmente construídos e passíveis de modificação”. Esta é uma afirmação precisa e incontestável de que gênero não diz respeito ao sexo, mas sim uma construção social, sendo, portanto, uma ideologia que tenta esconder a todo custo, a pretensão de eliminar o sexo biológico do feminino e do masculino. E o meio mais promissor para eliminar o entendimento humano de que se nascem Homem e Mulher é pela educação.

Foi argumentado também, que embora não tenha ainda, uma disciplina que trate das questões de gênero, veem sendo flagrados em várias partes do País, materiais didáticos distribuídos pelo MEC, com orientações que induzem crianças e adolescentes a uma perspectiva de gênero. Considerando o fato, que o Congresso Nacional e as Câmaras Estaduais e Municipais, em grande maioria, atendendo o apelo do povo brasileiro, eliminaram todas as referencias a gênero nos planos de educação, é no mínimo estranho, pra não dizer covarde, a iniciativa do MEC em distribuir esse tipo de material. 'De qualquer forma, isso nos leva a entender, que qualquer favorecimento a palavra gênero junto ao ensino fundamental e médio é uma porta aberta, para em um curto período de tempo ser inserida uma disciplina que trate das questões de gênero. E isso, seria uma perversão para nossas crianças e adolescentes. Pois a família original, pensada, desejada, criada e amada por Deus, formada por um Homem, uma Mulher e seus filhos, não teria espaço dentro de um modelo ideológico que relativiza o sexo biológico, enquanto exalta, para justificar o injustificável, os papeis sociais'.

Foi destacado durante a reunião que o papel da escola é único e exclusivamente escolarizar, ficando, portanto, restrita aos pais, a função de educar. Foi sugerido, que se existe de fato o interesse de “educadores” em debater gênero, que faço isso com pessoas adultas e não com crianças e adolescentes.  Por fim, os integrantes da Pastoral Familiar Diocesana e do Conselho Diocesano do ECC, destacaram que o único caminho para enfrentar e combater o preconceito, a desigualdade, a violência contra mulheres, homossexuais etc... é valorizando a família original. É valorizando o amor vivido e testemunhado em milhares de lares. É valorizando a castidade ensinada pela Igreja para homens e mulheres, casados e solteiros, viúvos e separados. Portanto, a possibilidade de uma sociedade justa, não está no fato de ser ou não aceita a ‘perspectiva de gênero’ como uma construção social, mas, sim na capacidade do ser humano em se reconhecer como obra de Deus, criada por amor e para o amor. O resto não passa de palavras soltas ao vento!

PROPOSTA

Propomos que esta casa, através dos senhores e senhoras, que foram eleitos pelo povo e que carregam esta responsabilidade, aprove este Projeto de Lei que proíbe atividades pedagógicas que visem à reprodução do conceito de Ideologia de Gênero na grade de ensino da rede publica e privada do município de Picos, e nas escolas estaduais.

E não só isso, diante do fato de que as decisões dos legislativos não estão sendo consideradas, a exemplo do que aconteceu com o congresso Nacional, pedimos que esta casa encontre alguma alternativa, para assegurar ao povo picoense à certeza de que este mal da Ideologia de gênero não alcance nossos filhos em idade escolar fundamental e médio.
É um apelo que deixamos registrados em nome da Comissão Diocesana da Pastoral Familiar de Picos.

CONCLUSÃO

Ao final deste artigo, recomendo que você faça a lição de casa, ligue para o vereador que você votou ou que você conheça e exija que ele ou ela, seja firme em sua posição e que em hipótese alguma permita que a Ideologia de gênero entre nas atividades pedagógicas, seja do município ou do estado, seja do ensino fundamental ou médio. Essa é uma missão de todos que tem família e que amam suas famílias. Lembre aos seus parlamentares que o discurso dos que defendem a Ideologia de Gênero pode ser bonito e atraente, no entanto, não basta se encantar pela embalagem, é necessário conferir a origem e a finalidade do produto. E pelo pouco que sabemos, já é possível concluir que por trás das iniciativas desses movimentos, que auto intitulam-se defensores da mulher, dos homossexuais e das crianças, podem ter tudo, menos a defesa da pessoa humana.
 
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Daniel Jorge
Enviado por Daniel Jorge em 13/12/2017
Alterado em 13/12/2017
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