Daniel Jorge
A poesia faz a gente ver a vida de forma diferente, mesmo enfrentado tudo e todos.
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Nos últimos anos tenho escutado falar com certa frequência, especialmente na mídia alternativa, de uma organização chamada Foro de São Paulo. Interessei-me pelo assunto e passei a pesquisar artigos, entrevistas e comentários que foram publicados a respeito dessa organização. Durante a pesquisa descobri o livro da psicóloga clinica e analista de politica latino-americana Graça Salgueiro, publicado em 2016 pelo Observatório Latino, que traz como titulo: O Foro de São Paulo – A mais perigosa organização revolucionária das Américas. E é exatamente sobre este livro que vou tratar nesta publicação. Acredito ser bastante oportuno para o povo brasileiro, conhecer a origem, os fundadores, os membros, objetivos, as ações, enfim, os impactos das decisões tomadas no Foro de São Paulo, tanto para o Brasil como para a América Latina. O livro possui 215 páginas e está dividido em 10 capítulos.
 
Capítulo - 01

No primeiro capítulo, a autora faz a apresentação do livro e destaca as motivações que teve para dedicar 17 anos ao estudo das ações do Foro de São Paulo. “Quando comecei a pesquisar e estudar o Foro, havia farto material no site da organização porque esse era um tema que ninguém comentava, e então eles não tinham porque ter receio de que as informações sobre seus planos fossem cair inadvertidamente em mãos não desejáveis”...(Pág. 12). Graça Salgueiro recorda que em 2005 foi dada a “luz verde” para a imprensa fala sobre a organização. E acrescenta: “A imprensa passou da ‘não-existência’ a referencia corriqueira, sem contudo denunciar os malefícios e as pretensões criminosas da organização, até que a expressão ‘Foro de São Paulo’ se esvaziasse totalmente de seu conteúdo, sentido e malignidade” – (Pág. 14).
 
Capítulo - 02

No segundo capitulo é abordado o período Pré - Foro de São Paulo. Aqui é destacado o protagonismo de Cuba em 3 de janeiro de 1967 na organização da “Conferencia Tricontinental dos Povos Africanos, Asiáticos e Latino – Americanos”. O evento reuniu 83 grupos de vários países dos três continentes – (Pág. 17). Com o sucesso da conferencia, em agosto do mesmo ano, foi criada a Organização Latino - Americana de Solidariedade (OLAS). “Em sua primeira declaração a OLAS fez um balanço sobre as estratégias empregadas até o momento e apostou na luta armada e na guerra de guerrilhas como forma de estender a revolução em toda América Latina” – (Pág. 19). O tempo passou e em 1989, após perder eleição para Fernando Collor, Lula da Silva se uniu ao ditador Fidel Castro e juntos convocaram um “encontro com todos os partidos e organizações comunistas-socialistas da América Latina e do Caribe”. O evento aconteceu entre os dias 2 e 4 de julho de 1990 e passou a ser chamado Foro de São Paulo – (Pág. 20).
 
Capítulo - 03

O terceiro capítulo apresenta o contexto histórico em que tudo aconteceu, com destaque para: a crise econômica da Rússia na década de 80, a ‘Perestroika’, proposta por Mikhail Gorbachev que resultou no fim da URSS em 31 de dezembro de 1991, os negócios dos irmãos Castro com o tráfico de drogas, o fim da ajuda econômica da União Soviética a Cuba, o encontro do ditador Fidel Castro com Lula da Silva (PT), intermediado pelo “frei” Betto, e a Declaração do primeiro encontro do Foro de São Paulo, ocorrido no Hotel Danúbio (hoje extinto) em São Paulo Capital. “A Declaração deixou claro que os ideais dos participantes eram de esquerda, socialistas, democráticos, populares e anti-imperialistas” – (Pág. 25).   
 
Capítulo - 04

A partir do quarto capítulo, a autora destaca os partidos e organizações que formam o Foro de São Paulo. “No Brasil, além do PT, integram o Foro, o PDT, o PCdoB, o PCB, o PPS, o PSB, o MST e o bando terrorista MR-8 que recentemente foi oficializado como ‘Partido Pátria Livre’, copiando o mesmo nome do partido paraguaio ‘Partido Pátria Libre’” – (Pág. 41).
 
Capítulo - 05

O quinto capítulo, revela a cronologia dos encontros e criação do grupo de trabalho no Foro de São Paulo. “Quando Lula afirmava que o Foro de São Paulo não passava de um grupo de partidos e movimentos de esquerda que se reuniam para ‘discutir’ a conjuntura política da América Latina e do Caribe ele sabia que estava mentindo, uma vez que essa organização tem caráter deliberativo, ou seja, toma decisões que devem ser acatadas, assinadas e postas em prática por todos os membros permanentes do Foro” – (Pág. 50).
 
Capítulo - 06

O sexto capítulo apresenta os objetivos de cada encontro do Foro de São Paulo. “Durante um certo tempo foi possível encontrar no site (do Foro) a ‘Resolução Final’ e as ‘resoluções especificas’ (sobre gênero, negros, juventude, mudança climática, de apoio a países, governantes e/ou causas, etc.), porém, depois de um certo tempo eles passaram a publicar apenas a Resolução Final, o que dificultava mais ainda saber quais seriam seus próximos planos” – (Pág. 51).
 
Capítulo - 07

O sétimo capítulo, revela as sucursais do Foro: FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – fundado no ano de 2001 em Porto Alegre pelo empresário Oded Grajew, “e que se tornou, embora todos neguem, um braço operacional do FSP” – (Pág. 96); MERCOSUL – embora tenha sido criado em 26 de março de 1991, as mudanças efetivas apareceram somente a partir de 2003, quando Lula assumiu a presidência do Brasil – (Pág. 101); ALBA – “surgiu como uma espécie de contra posição a ALCA (Acordo de Livre Comércio para as Américas). Ela se propôs a ser, no inicio, um órgão como o MERCOSUL, para a facilitação e integração do comercio entre os países membros” – (Pág. 118); UNASUR – “União das Nações Sul-Americanas, foi oficialmente fundada em 23 de maio de 2008, na III Cúpula dos chefes de Estado em Brasília” – (Pág. 121) e CELAC – “alberga 33 países das Américas e Caribe, menos Estados Unidos e Canadá. É uma remanescente do ‘Grupo do Rio’ e foi criada em 23 de fevereiro de 2010, embora só tenha tido sua primeira reunião de cúpula entre os dias 1 e 4 de dezembro de 2011 em Caracas - Venezuela” – (Pág. 146).
 
Capítulo - 08

Neste oitavo capítulo, a autora desfaz os mitos e mentiras em torno do Foro de São Paulo e acrescenta: “É preciso compreender, antes de tudo, que o ‘Foro de São Paulo’ não é o ‘foro jurídico’ da cidade de São Paulo, mas uma mega organização supra-nacional com representantes nos quatro cantos do mundo, com poder e dinheiro, alinhada as determinações da ONU e da Nova Ordem Mundial” – (Pág. 169).
 
Capítulo - 09

No novo capítulo é feita uma analise de conjuntura, onde se torna evidente que: “O Foro de São Paulo teve seu apogeu entre os anos de 2003 e 2010, quando elegeu 15 presidentes, modificou constituições, fez acordos e patrocinou ditaduras do Oriente Médio e África, elevou a ditadura dos Castro a um patamar nunca antes imaginado” – (Pág. 179).
 
Capítulo – 10

Chegamos ao décimo capítulo, onde Graça Salgueiro faz a conclusão da sua pesquisa com uma afirmação que passa despercebida de muitos brasileiros quando discutem o contexto político em que vivemos. “Com isso fica claro o que há tempo denuncio: a saída de Dilma da Presidência não vai mudar os rumos do País, uma vez que seu vice, agora Presidente de direito e de fato, Michel Temer, é parte do problema há 6 anos, e todos os órgãos foram aparelhados e atuam de acordo com a ideologia comunista” – (Pág. 210).

Se você chegou até aqui, certamente é porque possui algum interesse pelo tema em questão. Espero que você não se limite a estas citações. Desejo profundamente que você se permita levantar a cortina que existe em sua frente. E ao levantar a cortina, tenha a ousadia de subir ao palco e vasculhar tudo o que essa gente tenta esconder de você. Certamente, se fizer isso, nunca mais vai se contentar com as vozes que lhe prometem o paraíso na terra. Vai querer ir além, e descobrirá o quanto foi enganado, o quanto foi usado, o abismo a que foi conduzido, enfim, descobrirá que a verdade é bem maior do que as aparentes vantagens que utilizam para te seduzir.  
 
Livro: O Foro de São Paulo – Graça Salgueiro
 
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Daniel Jorge
Enviado por Daniel Jorge em 18/01/2018
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