Nesse tempo de internet,
Onde a distância se extinguiu,
Mesmo com a Rede Social,
Só aumentou o vazio.
É grande a exposição,
Vivida nesse lugar,
Sem pudor e sem reservas,
Todos vivem a publicar.
Proteger a intimidade,
É um artigo de luxo,
Para o homem e a mulher,
Reserva um alto custo.
Publicam na academia,
Durante as refeições,
Quando estão nos botecos,
E brechas das emoções.
Não existe certo ou errado,
É o sonho dos revolucionários,
A única certeza que existe,
São as consequências inevitáveis.
Entre tantas comprovadas,
Pela experiência vivida,
Destaca-se a falta de sentido
E as dores adormecidas.
É um sistema corrompido,
Na ânsia de ser moderno,
Que troca o que está perto,
Pela curiosidade a distância.
São idosos, adultos, jovens e crianças,
Tudo inserido no mesmo balaio,
Já não sabem o que fazem,
Para viver a lógica humana.
Que sociedade insana,
A que estamos a construir,
Onde tudo é descartável,
E o que vai restar no fim?