Daniel Jorge
A poesia faz a gente ver a vida de forma diferente, mesmo enfrentado tudo e todos.
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08/01/2017 09h50
Refletindo as OPERAÇÕES DIVINAS com São Tomás de Aquino

Qual é a vida íntima de Deus?

A sua vida consiste em conhecer-se e amar-se (XIV - XXVI).

Deus sabe todas as coisas?

Sim, Senhor (XIV, 5).

Sabe tudo o que se passa no mundo?

Sim, Senhor (XIV, 11).

Conhece todos os segredos dos corações?

Sim, Senhor (XIV, 10).

Conhece o futuro?

Sim, Senhor (XIV, 13).

Em que vos fundais para atribuir a Deus tão profunda ciência?

Em que ocupando Deus o grau supremo do imaterial, possui inteligência infinita; é impossível, portanto, que ignore coisa alguma, presente, passada, futura e possível, visto que não há ser que pertença, quer à ordem entitativa quer à operativa, que não dependa da sua ciência, como o efeito da sua causa (XIV, 1-5).

Logo em Deus há também vontade?

Sim, porque a vontade é inseparável do entendimento (XIX, 1).

Logo, todos os seres dependem da vontade divina?

Sim, Senhor; visto que a vontade de Deus é causa primeira e suprema de todas as coisas

(XIX, 4-6).

Ama Deus a todas as criaturas?

Sim porque as criaturas são obra do seu amor (XX, 2).

Produz o amor de Deus algum efeito nas criaturas?

Sim, Senhor.

Que efeito produz?

O de dar-lhes todo o bem que possuem (XX, 3, 4).

Deus é justo?

É a mesma justiça (XXI, 1).

Por que dizeis que Deus é a mesma Justiça?

Porque dá a todos o que exige a natureza de cada um (XXI, 1-2).

A Justiça divina reveste alguma modalidade especial a respeito dos homens?

Sim, Senhor.

Em que consiste?

Em que Deus premia os bons e castiga os culpados (XXI, 1 ad 3).

Recebem os homens neste mundo o merecido prêmio ou castigo?

Em parte, sim, mas nunca por inteiro.

Onde recompensa Deus por inteiro os justos e castiga os pecadores?

No céu os primeiros e os segundos no inferno.

Há em Deus misericórdia?

Sim, Senhor (XXI, 3).

Em que consiste a misericórdia divina?

Consiste em que Deus dá a cada coisa mais do que exige a sua natureza e também em que dá aos justos mais do que lhes é devido, e castiga os pecadores com pena inferior à que merecem as suas culpas (XXI, 4).

Governa Deus este mundo?

Sim, Senhor.

Como se chama o governo de Deus no mundo?

Chama-se Providência (XXI, 1).

A Providência Divina estende-se a todas as coisas?

Sim, porque não há nada no mundo que Deus não tenha previsto e predeterminado desde toda a Eternidade (XXII, 2).

Estende-se aos seres inanimados?

Sim, porque fazem parte da obra de Deus (XXII, 2 ad 4).

Atinge também os atos livres do homem?

Sim, Senhor (XXII, 2, ad 4).

Explicai como.

Os atos livres, de tal maneira estão sujeitos às disposições da Providência Divina, que coisa nenhuma pode o homem fazer, se Deus a não ordena ou a permite, pois a liberdade não lhe confere independência a respeito de Deus (Ibid).

Tem nome especial a Providência Divina em relação aos justos?

Chama-se Predestinação.

Que quer dizer predestinado?

O homem que há de gozar no Céu a bem-aventurança da glória (XXIII, 2).

Que nome recebem os que não hão de gozar da bem-aventurança?

O de réprobos ou não eleitos (XXIII, 3).

Por que uns hão de ser felizes e os outros não?

Porque os predestinados foram eleitos do Senhor, ou amados com amor de preferência, em virtude do qual governa Deus o curso da sua vida de tal modo que chegarão a conseguir a felicidade eterna (XXIII, 3).

E por que não alcançarão os réprobos a mesma felicidade ?

Porque não foram amados com o amor dos predestinados (XX, 3).

Não haverá nisso injustiça por parte de Deus?

Não, Senhor; porque Deus a ninguém deve por justiça a bem-aventurança eterna, e os que a conseguem só a alcançarão a título de graça (XXIII, 3 ad 2).

E os que não hão de alcançá-la, serão castigados pelo fato de não a possuir?

Serão castigados por não a possuir, porém, só em razão das culpas em virtude das quais se tornaram indignos de recebê-la (XXIII, 3).

Como podem ser culpados de não a haver recebido?

Podem sê-lo, e, com efeito, o são, porquanto Deus a oferece a todos: porém, os homens que, debaixo do império dos decretos divinos, conservam a liberdade, podem aceitar o oferecimento ou recusá-lo, pondo em seu lugar outro fim (Ibid).

Ofendem com isso a Deus?

Tão gravemente, que merecem duro castigo, visto que, ao fazê-lo, caem voluntariamente em grave pecado pessoal (Ibid).

Os que aceitam o oferecimento e conseguem a glória, a quem devem o ter correspondido ao chamamento de Deus?

À virtude causal do decreto predestinante (XXIII, 3 ad 2).

É eterna a predestinação por parte de Deus?

Sim, Senhor, (XXIII, 4).

Que significa a predestinação a respeito dos eleitos?

Significa que Deus assinalou a cada um o seu lugar na glória, e, mediante a graça, o porá em condições de possuí-la (XXIII, 5-7).

Que devem fazer os homens ante o pavoroso mistério da predestinação absoluta por parte de Deus?

Abandonar-se inteiramente à ação da graça e convencer-se, na medida do possível, que os seus nomes estão escritos no livro dos predestinados (XXIII, 8).

Deus é Todo-Poderoso?

Sim, Senhor (XXV, 1-6).

Por que?

Porque, sendo o ser por essência, a Ele há de estar submetido tudo quanto existe ou possa existir (XXV, 3).

Deus é feliz?

É a mesma felicidade, porque goza infinitamente do Bem infinito, que é Ele mesmo (XXVI,1-4).


Publicado por Daniel Jorge em 08/01/2017 às 09h50