Daniel Jorge
A poesia faz a gente ver a vida de forma diferente, mesmo enfrentado tudo e todos.
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
ÁudiosÁudios
FotosFotos
ContatoContato
LinksLinks
Meu Diário
24/01/2017 09h09
CITAÇÕES – Imparcialidade? – por Olavo de Carvalho

“Não há nada mais estúpido do que a convicção geral da nossa classe letrada de que não existe imparcialidade, de que todas as ideias são preconcebidas, de que tudo no mundo é subjetivismo e ideologia. Aqueles que proclamam essas coisas provam apenas sua total inexperiência da investigação, científica ou filosófica. Não dando valor à sua própria inteligência — porque jamais a testaram — apressam-se em prostituí-la à primeira crença que os impressione, e daí deduzem, com demencial soberba, que todo mundo faz o mesmo. Não sabem que uma aposta total no poder do conhecimento bloqueia, por antecipação, todas as apostas parciais em verdades preconcebidas. Se o que está em jogo para mim, no momento da investigação, não é a tese “x” ou “y ”, mas o valor da minha própria capacidade cognitiva, pouco se me dá que vença “x” ou vença “y ”: só o que importa é que eu mesmo, enquanto portador do espírito, saia vencedor. Nenhuma crença prévia, por mais sublime que seja o seu conteúdo, vale esse momento em que a inteligência se reconhece no inteligível. Quem não viveu isso não sabe como a felicidade humana é mais intensa, mais luminosa e mais duradoura que todas as alegrias animais”.

 

CITAÇÕES retiradas do Artigo – O poder de conhecer – O Globo, 4 de agosto de 2001, por Olavo de Carvalho – e que está no livro o Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.


Publicado por Daniel Jorge em 24/01/2017 às 09h09
 
16/01/2017 12h06
CITAÇÕES – O valor da humildade – por Olavo de Carvalho

“A importância da humildade no aprendizado já era enfatizada, na Idade Média, por Hugo de São Vítor, um dos maiores educadores de todos os tempos. Humildade significa, no fundo, apenas senso do real. O culto universal da juventude obscureceu essa verdade óbvia a ponto de que todo mundo já acha natural esperar que, aos 15 ou 18 anos, um sujeito tenha opiniões sobre todas as coisas e, miraculosamente, elas estejam mais certas que as de seus pais e avós. O resultado dessa crença generalizada é desastroso: todos os movimentos totalitários e genocidas dos últimos séculos — comunismo, nazismo, fascismo, radicalismo islâmico etc. — foram criações de jovens, e sua militância foi colhida maciçamente nas universidades”.

 

CITAÇÕES retiradas do Artigo – Jovens paranaenses – Folha de Londrina, 26 de abril de 2003, por Olavo de Carvalho – e que está no livro o Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.


Publicado por Daniel Jorge em 16/01/2017 às 12h06
 
08/01/2017 09h50
Refletindo as OPERAÇÕES DIVINAS com São Tomás de Aquino

Qual é a vida íntima de Deus?

A sua vida consiste em conhecer-se e amar-se (XIV - XXVI).

Deus sabe todas as coisas?

Sim, Senhor (XIV, 5).

Sabe tudo o que se passa no mundo?

Sim, Senhor (XIV, 11).

Conhece todos os segredos dos corações?

Sim, Senhor (XIV, 10).

Conhece o futuro?

Sim, Senhor (XIV, 13).

Em que vos fundais para atribuir a Deus tão profunda ciência?

Em que ocupando Deus o grau supremo do imaterial, possui inteligência infinita; é impossível, portanto, que ignore coisa alguma, presente, passada, futura e possível, visto que não há ser que pertença, quer à ordem entitativa quer à operativa, que não dependa da sua ciência, como o efeito da sua causa (XIV, 1-5).

Logo em Deus há também vontade?

Sim, porque a vontade é inseparável do entendimento (XIX, 1).

Logo, todos os seres dependem da vontade divina?

Sim, Senhor; visto que a vontade de Deus é causa primeira e suprema de todas as coisas

(XIX, 4-6).

Ama Deus a todas as criaturas?

Sim porque as criaturas são obra do seu amor (XX, 2).

Produz o amor de Deus algum efeito nas criaturas?

Sim, Senhor.

Que efeito produz?

O de dar-lhes todo o bem que possuem (XX, 3, 4).

Deus é justo?

É a mesma justiça (XXI, 1).

Por que dizeis que Deus é a mesma Justiça?

Porque dá a todos o que exige a natureza de cada um (XXI, 1-2).

A Justiça divina reveste alguma modalidade especial a respeito dos homens?

Sim, Senhor.

Em que consiste?

Em que Deus premia os bons e castiga os culpados (XXI, 1 ad 3).

Recebem os homens neste mundo o merecido prêmio ou castigo?

Em parte, sim, mas nunca por inteiro.

Onde recompensa Deus por inteiro os justos e castiga os pecadores?

No céu os primeiros e os segundos no inferno.

Há em Deus misericórdia?

Sim, Senhor (XXI, 3).

Em que consiste a misericórdia divina?

Consiste em que Deus dá a cada coisa mais do que exige a sua natureza e também em que dá aos justos mais do que lhes é devido, e castiga os pecadores com pena inferior à que merecem as suas culpas (XXI, 4).

Governa Deus este mundo?

Sim, Senhor.

Como se chama o governo de Deus no mundo?

Chama-se Providência (XXI, 1).

A Providência Divina estende-se a todas as coisas?

Sim, porque não há nada no mundo que Deus não tenha previsto e predeterminado desde toda a Eternidade (XXII, 2).

Estende-se aos seres inanimados?

Sim, porque fazem parte da obra de Deus (XXII, 2 ad 4).

Atinge também os atos livres do homem?

Sim, Senhor (XXII, 2, ad 4).

Explicai como.

Os atos livres, de tal maneira estão sujeitos às disposições da Providência Divina, que coisa nenhuma pode o homem fazer, se Deus a não ordena ou a permite, pois a liberdade não lhe confere independência a respeito de Deus (Ibid).

Tem nome especial a Providência Divina em relação aos justos?

Chama-se Predestinação.

Que quer dizer predestinado?

O homem que há de gozar no Céu a bem-aventurança da glória (XXIII, 2).

Que nome recebem os que não hão de gozar da bem-aventurança?

O de réprobos ou não eleitos (XXIII, 3).

Por que uns hão de ser felizes e os outros não?

Porque os predestinados foram eleitos do Senhor, ou amados com amor de preferência, em virtude do qual governa Deus o curso da sua vida de tal modo que chegarão a conseguir a felicidade eterna (XXIII, 3).

E por que não alcançarão os réprobos a mesma felicidade ?

Porque não foram amados com o amor dos predestinados (XX, 3).

Não haverá nisso injustiça por parte de Deus?

Não, Senhor; porque Deus a ninguém deve por justiça a bem-aventurança eterna, e os que a conseguem só a alcançarão a título de graça (XXIII, 3 ad 2).

E os que não hão de alcançá-la, serão castigados pelo fato de não a possuir?

Serão castigados por não a possuir, porém, só em razão das culpas em virtude das quais se tornaram indignos de recebê-la (XXIII, 3).

Como podem ser culpados de não a haver recebido?

Podem sê-lo, e, com efeito, o são, porquanto Deus a oferece a todos: porém, os homens que, debaixo do império dos decretos divinos, conservam a liberdade, podem aceitar o oferecimento ou recusá-lo, pondo em seu lugar outro fim (Ibid).

Ofendem com isso a Deus?

Tão gravemente, que merecem duro castigo, visto que, ao fazê-lo, caem voluntariamente em grave pecado pessoal (Ibid).

Os que aceitam o oferecimento e conseguem a glória, a quem devem o ter correspondido ao chamamento de Deus?

À virtude causal do decreto predestinante (XXIII, 3 ad 2).

É eterna a predestinação por parte de Deus?

Sim, Senhor, (XXIII, 4).

Que significa a predestinação a respeito dos eleitos?

Significa que Deus assinalou a cada um o seu lugar na glória, e, mediante a graça, o porá em condições de possuí-la (XXIII, 5-7).

Que devem fazer os homens ante o pavoroso mistério da predestinação absoluta por parte de Deus?

Abandonar-se inteiramente à ação da graça e convencer-se, na medida do possível, que os seus nomes estão escritos no livro dos predestinados (XXIII, 8).

Deus é Todo-Poderoso?

Sim, Senhor (XXV, 1-6).

Por que?

Porque, sendo o ser por essência, a Ele há de estar submetido tudo quanto existe ou possa existir (XXV, 3).

Deus é feliz?

É a mesma felicidade, porque goza infinitamente do Bem infinito, que é Ele mesmo (XXVI,1-4).


Publicado por Daniel Jorge em 08/01/2017 às 09h50
 
07/01/2017 14h39
Refletindo a NATUREZA E ATRIBUTOS DE DEUS com São Tomás de Aquino

Quem é Deus?

Um Espírito em três Pessoas; Criador e Soberano Senhor de todas as coisas.

Que quereis dizer quando dizeis que Deus é espírito?

Quero dizer que não tem corpo como nós, que está, absolutamente, isento de matéria e de qualquer elemento estranho ao seu ser (III, 14).

Que conseqüências se derivam destes princípios?

Resulta que Deus é, no sentido mais absoluto e transcendental, o Ser por essência e as

restantes coisas são seres particulares, são tais seres e não o Ser. (III, 4).

Deus é perfeito?

Sim, Senhor; porque nada lhe falta (VII, 1).

É bom?

É a própria bondade, como princípio e fim de todos os amores. (VI).

É infinito?

Sim, Senhor; porque coisa alguma pode limitá-lo.

Está em toda a parte?

Sim, porque tudo quanto existe, Nele e por Ele existe. (VII).

É imutável?

Sim, porque nada pode adquirir. (IX).

É Eterno?

Sim, porque Nele não há sucessão (X).

Quantos deuses há?

Um só (XI).

Existem em Deus os referidos atributos?

Sim, Senhor, e se não os possuísse não seria o Ser por essência.

Podereis demonstrá-lo?

Sim, Senhor; Deus não seria o ser por essência, se não fosse o que existe per se, ou como dissemos, por necessidade de sua natureza. O que existe per se concentra em si mesmo todos os modos do ser; é, portanto perfeito e, sendo perfeito, necessariamente há de ser bom. É, além disso, infinito, condição indispensável para que nenhum ser tenha ação sobre Ele e o limite, e se é infinito possui o dom da ubiqüidade. É imutável, porque, se mudasse, havia de ser em busca de uma perfeição que lhe faltasse. Sendo imutável, é eterno, porque o tempo é sucessão e toda sucessão revela mudança. Sendo perfeito em grau infinito, não pode haver mais do que um; se houvesse dois seres infinitamente perfeitos, nada teria um que o outro não possuísse, não haveria meios de distingui-los e seriam, portanto um (III-XI).

Podemos ver a Deus enquanto vivemos neste mundo?

Não Senhor; não o consente o nosso corpo mortal (XI, 11).

Poderemos vê-lo no céu?

Sim, Senhor; com os olhos da alma glorificada (XII, 1-10).

De quantos modos podemos conhecer a Deus neste mundo?

De dois: por meio da fé e da razão (XII-12-13).

Que coisa é conhecer a Deus por meio da razão?

É conhecê-Lo, mediante as criaturas, obras de suas mãos (XII, 12).

E conhecê-Lo pela Fé?

É conhecê-Lo, sabendo o que Ele é, pelo que nos revelou de Si mesmo (XII, 13).

Qual destes dois modos de conhecimento é mais perfeito?

Indubitavelmente, o da fé, dom sobrenatural que nos mostra Deus com uma claridade como jamais o pode conjeturar a razão humana; e ainda que, devido à imperfeição de nosso entendimento percebemos esta claridade, manchada de sombras e obscuridades impenetráveis, é todavia dela, como aurora do dia feliz da visão perfeita, que se constituirá a nossa Bem-aventurança no céu (XII, 15).

As palavras e proposições que usamos para falar de Deus expressam alguma coisa de positivo, determinado e real?

Sim, Senhor; porque, se bem que tenham sido inventadas para designar as perfeições das criaturas, podem empregar-se para manifestar o que em Deus corresponde a essas perfeições (XIII, 1-4).

Têm o mesmo sentido aplicadas a Deus e às criaturas?

Sim, Senhor; porém, com alcance diverso: quer dizer que, aplicadas às criaturas, manifestam plenamente a natureza e as perfeições que expressam; porém, usadas para designar perfeições divinas, se bem que em Deus existe realmente quanto de positivo encerra o seu significado, não alcançam expressá-lo de modo supereminente como está em Deus (XIII, 1- 4).

Por conseguinte, Deus é inefável, qualquer que seja a nossa linguagem e a sublimidade das expressões que usemos para falar Dele?

É inefável: apesar disso, não pode ter o homem ocupação mais digna e proveitosa do que a de falar de Deus e dos seus atributos, apesar do confuso e impreciso de nossa linguagem, durante esta vida mortal (XIII, 6, 12).


Publicado por Daniel Jorge em 07/01/2017 às 14h39
 
06/01/2017 15h25
Refletindo o OBJETO DA FELICIDADE com São Tomás de Aquino

Santo Tomás de Aquino, filho do Conde Landulfo e da Condessa Teodora, nasceu, provavelmente, no ano de 1225, no Castelo de Aquino ou no de Rocaseca, na Itália. Em 1230, confiaram seus pais a educação do menino, que contava 5 anos, aos cuidados e à solicitude de seu tio Sinibaldo, Abade de Monte Cassino. Foi ali que, ainda criança, fazia a seus mestres a pergunta em que resumiu a obsessão de toda a sua vida: Quem é Deus? Só para responder a esta tremenda interrogação, viveu, escreveu e ensinou.

A nota característica e distintiva de suas obras é à de parecerem escritas todas na mesma época de sua vida, em pleno vigor e maturidade de suas faculdades mentais, posto que jamais teve necessidade de melhorar o que escreveu e ensinou; donde resulta que não se sabe o que mais admirar, se a riqueza e transcendência das idéias, se a maestria insuperável do plano, ou a sobriedade e precisão da linguagem. Sem dúvida, Deus, tendo em conta a missão, única em seu gênero, a que o destinava, o acumulou de graças e dons de entendimento, com maior profusão que a nenhum outro gênio de quantos deram lustre à ciência cristã.

Em que consiste objetivamente a felicidade do homem?

Num bem superior a ele, e o único capaz de acumulá-lo de perfeições (II, 1-8).

Este bem pode consistir nas riquezas?

Não, Senhor; porque as riquezas são coisa inferior ao homem, e incapazes, por si mesmas, de aperfeiçoá-lo (II, 1).

São as honras?

Também não; porque as honras não dão perfeição, já a supõem, sob pena de serem postiças, e se são postiças nada são (II, 2).

E a glória e a nomeada?

Também não; já porque supõem méritos, já por serem, neste mundo, coisa mui frágil e

volúvel (II, 4).

Consiste no poder?

Não, Senhor; porque o poder não se dá para o bem próprio, senão para o dos outros e está à mercê do capricho e do espírito de insubordinação (II, 4).

Consiste na saúde e na beleza corporal?

Tão pouco; porque a saúde e a beleza são bens inconsistentes e passageiros e, além de tudo, só dão perfeição ao exterior e não ao interior do homem (II, 5).

Serão os prazeres dos sentidos?

Não, Senhor; porque são grosseiros demais, comparados com os gozos delicados da alma (II,6).

Logo, o objeto da felicidade consiste nalgum bem que traz perfeição diretamente ao espírito?

Sim, Senhor (II, 7).

Qual é este bem?

Deus, Sumo Bem, Soberano e Infinito (II, 8).


Publicado por Daniel Jorge em 06/01/2017 às 15h25



Página 1 de 4 1 2 3 4 [próxima»]